Salve a Sabiguaba

Luta pela preservação do nosso Meio Ambiente

Não é de hoje que tentam acabar com as riquezas naturais da Sabiaguaba.

O nosso meio ambiente vem sofrendo com a retirada de areia das dunas faz tempo e o pior, muitas vezes com o aval do estado e do município que concedem a licença ou autorizam as formas de intervenção danosa às dunas, mas não é só isso.

Como se não bastasse a retirada das nossas ricas areias, responsáveis pela manutenção de ecossistemas retendo a água das chuvas, alimentando as faixas de praia, amenizando o clima e abrigando inúmeras espécies de animais, querem construir nas dunas.

Não é de hoje que a especulação imobiliária ameaça o nosso ecossistema. Não é de hoje que grandes grupos destroem a biodiversidade, a natureza e a vida de inúmeras espécies em detrimento do lucro, degradando espaços de forma irresponsável e irreversível. E infelizmente, não é de hoje que isso acontece com a autorização de quem deveria proteger esses espaços.

Pasmem, o loteamento imobiliário que estão pretendendo construir nas dunas da Sabiaguaba tem a “permissão” de vários órgãos que se travestem com capas de proteção e fazem o contrário.


Na quarta-feira (8), o Conselho Gestor da Sabiaguaba, constituído por 20 representantes da sociedade civil de Fortaleza, dentre eles pastas da administração pública ambiental, como as secretarias municipais e estaduais do meio ambiente, além de organizações ligadas à preservação reuniu-se para discutir a liberação da demarcação de loteamento nas dunas da Sabiaguaba.

Das 16 organizações presentes na reunião que aprovou este desatino, apenas duas, o Instituto Verdeluz e a Associação Náutica Desportiva da Abreulândia (Anda), foram contrárias à liberação. As demais 14 instituições, incluindo Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) votaram favoráveis à construção.

O loteamento pretende ocupar 50 hectares, cerca de 3% do espaço total da reserva. A construção do grande empreendimento na Sabiaguaba não prejudicará somente a área protegida, também vai gerar impacto em outros locais, como o parque do Cocó.


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou neste sábado que aguarda a apresentação de estudo com avaliação do impacto ao patrimônio arqueológico na Sabiaguaba, caso o projeto de loteamento das dunas da região seja concretizado.


O Ministério Público Estadual do Ceará solicitou que o Iphan e o IBGE não autorizem qualquer intervenção “que possa afetar o objetivo de conservação da natureza” na área de proteção.


Não é de hoje, felizmente, que o povo reconhece a força que tem e se une para lutar pelas causas justas e pela preservação das suas riquezas. Como vereador de Fortaleza votei contra o Projeto de Lei Complementar nº 45/2019, que autoriza ampliação e ajustes dos limites do Parque Natural das dunas da Sabiaguaba porque não é de hoje que defendo o que é melhor para o povo de Fortaleza.

Juntos somos fortes, insistiremos e resistiremos.

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